Comerciante gravou vídeo de soldado da Brigada aplicando chutes em guardadores de carro
Um soldado da Brigada Militar (BM) foi afastado do policiamento depois
de agredir dois flanelinhas em uma praça na zona norte de Porto Alegre.
As agressões ocorreram em 16 de maio ao lado do Hospital Conceição e
foram registradas em vídeo por uma comerciante e divulgadas recentemente
na internet.
O PM, de 23 anos, é lotado no 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e
fazia o policiamento a pé na área do hospital quando viu os dois
flanelinhas brigando na praça, supostamente embriagados. De acordo com o
comandante do 11º BPM, tenente-coronel Robilar Pacheco, a dupla
disputava o ponto para guardar veículos e não era legalizada para fazer o
serviço.
O PM, de 23 anos, é lotado no 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e
fazia o policiamento a pé na área do hospital quando viu os dois
flanelinhas brigando na praça, supostamente embriagados. De acordo com o
comandante do 11º BPM, tenente-coronel Robilar Pacheco, a dupla
disputava o ponto para guardar veículos e não era legalizada para fazer o
serviço.
O policial fez a abordagem e separou os brigões. Ao serem apartados, os
dois flanelinhas caíram no chão. Sem motivo aparente, o PM passou a
aplicar chutes e golpes com o cassetete. O comandante do batalhão não
sabe o que pode ter causado as agressões.
— O policial teve um descontrole emocional e continuou agredindo. Ele se
empolgou, se perdeu. O policial errou, nós reconhecemos. Porém, é um
grande problema social que cai no colo da Brigada: uma briga de
guardadores de carro na rua, embriagados. O policial estava sozinho,
contra dois, a pé, e aí entra também a falta de viaturas — afirmou o
oficial.
Policial passou por um programa de reciclagem
Um dos agredidos foi levado ao 11º BPM, mas não quis representar
contra o soldado. Como casos desse tipo não dependem do registro, a BM
abriu um inquérito, com duração de 40 dias, e afastou o policial de suas
atividades operacionais. Ele passou por um procedimento de reciclagem
durante uma semana e, atualmente, faz trabalhos burocráticos.
Com dois anos de BM, o soldado nunca tinha se envolvido em episódio
semelhante. Ele não tem estabilidade no emprego, que é adquirida após
cinco anos, por isso, se no inquérito for apontado que não tem condições
de ser policial, seu vínculo não será renovado, adianta Robilar. O nome
do soldado não foi divulgado pela Brigada.
Corregedor diz que casos envolvem PMs jovens
A agressão aos flanelinhas por um soldado da Brigada Militar de 23
anos de idade e dois de farda é um caso isolado, de acordo com o
corregedor-geral da corporação, coronel João Gilberto Fritz. Quando
ocorrem, costumam envolver policiais mais jovens, que assumiram o cargo
há pouco tempo. O oficial disse que a agressão cometida na praça ao lado
do Hospital Conceição foi comunicada à Corregedoria, mas o problema
será resolvido no âmbito do batalhão:
— A Corregedoria age em casos mais complexos, que envolvem mais de um
comando. Mas é lógico que a Corregedoria vai cobrar o resultado no
final do procedimento.
Casos recentes
17 de janeiro de 2012 - Dois estudantes africanos afirmaram ter sido
agredidos e algemados durante uma abordagem policial a um ônibus na
Capital, por suspeita de terem roubado um par de tênis. Um dia após a
abertura do inquérito, o comando da BM reuniu as vítimas diante da
imprensa e pediu desculpas.
2 de fevereiro de 2012 - A BM abriu investigação sobre a agressão de
um PM a um adolescente de 14 anos durante a procissão de Nossa Senhora
dos Navegantes, em Porto Alegre. Em um vídeo divulgado na internet, o
policial aparece dando um soco na vítima, em meio à fiscalização de
venda de bebidas no evento.
Fonte:
Zero Hora