domingo, 10 de junho de 2012

Brigada Militar afasta policial após agressão contra flanelinhas na Capital

Comerciante gravou vídeo de soldado da Brigada aplicando chutes em guardadores de carro
Um soldado da Brigada Militar (BM) foi afastado do policiamento depois de agredir dois flanelinhas em uma praça na zona norte de Porto Alegre. As agressões ocorreram em 16 de maio ao lado do Hospital Conceição e foram registradas em vídeo por uma comerciante e divulgadas recentemente na internet.
O PM, de 23 anos, é lotado no 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e fazia o policiamento a pé na área do hospital quando viu os dois flanelinhas brigando na praça, supostamente embriagados. De acordo com o comandante do 11º BPM, tenente-coronel Robilar Pacheco, a dupla disputava o ponto para guardar veículos e não era legalizada para fazer o serviço.
O PM, de 23 anos, é lotado no 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e fazia o policiamento a pé na área do hospital quando viu os dois flanelinhas brigando na praça, supostamente embriagados. De acordo com o comandante do 11º BPM, tenente-coronel Robilar Pacheco, a dupla disputava o ponto para guardar veículos e não era legalizada para fazer o serviço.
O policial fez a abordagem e separou os brigões. Ao serem apartados, os dois flanelinhas caíram no chão. Sem motivo aparente, o PM passou a aplicar chutes e golpes com o cassetete. O comandante do batalhão não sabe o que pode ter causado as agressões.
— O policial teve um descontrole emocional e continuou agredindo. Ele se empolgou, se perdeu. O policial errou, nós reconhecemos. Porém, é um grande problema social que cai no colo da Brigada: uma briga de guardadores de carro na rua, embriagados. O policial estava sozinho, contra dois, a pé, e aí entra também a falta de viaturas — afirmou o oficial.

Policial passou por um programa de reciclagem
Um dos agredidos foi levado ao 11º BPM, mas não quis representar contra o soldado. Como casos desse tipo não dependem do registro, a BM abriu um inquérito, com duração de 40 dias, e afastou o policial de suas atividades operacionais. Ele passou por um procedimento de reciclagem durante uma semana e, atualmente, faz trabalhos burocráticos.
Com dois anos de BM, o soldado nunca tinha se envolvido em episódio semelhante. Ele não tem estabilidade no emprego, que é adquirida após cinco anos, por isso, se no inquérito for apontado que não tem condições de ser policial, seu vínculo não será renovado, adianta Robilar. O nome do soldado não foi divulgado pela Brigada.

Corregedor diz que casos envolvem PMs jovens
A agressão aos flanelinhas por um soldado da Brigada Militar de 23 anos de idade e dois de farda é um caso isolado, de acordo com o corregedor-geral da corporação, coronel João Gilberto Fritz. Quando ocorrem, costumam envolver policiais mais jovens, que assumiram o cargo há pouco tempo. O oficial disse que a agressão cometida na praça ao lado do Hospital Conceição foi comunicada à Corregedoria, mas o problema será resolvido no âmbito do batalhão:
— A Corregedoria age em casos mais complexos, que envolvem mais de um comando. Mas é lógico que a Corregedoria vai cobrar o resultado no final do procedimento.

Casos recentes
17 de janeiro de 2012 - Dois estudantes africanos afirmaram ter sido agredidos e algemados durante uma abordagem policial a um ônibus na Capital, por suspeita de terem roubado um par de tênis. Um dia após a abertura do inquérito, o comando da BM reuniu as vítimas diante da imprensa e pediu desculpas.

2 de fevereiro de 2012 - A BM abriu investigação sobre a agressão de um PM a um adolescente de 14 anos durante a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, em Porto Alegre. Em um vídeo divulgado na internet, o policial aparece dando um soco na vítima, em meio à fiscalização de venda de bebidas no evento.
Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Flanelinhas são detidos, orientados e liberados em operação na Ilha do Retiro


Flanelinhas são detidos, orientados e liberados em operação na Ilha do Retiro


Policiais detiveram 36 pessoas que atuavam de forma irregular como flanelinhas na Ilha do Retiro Trinta e seis pessoas (35 homens e uma mulher) que estavam atuando de forma irregular como flanelinhas, próximo à Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife, foram detidas pela polícia, na noite desta quarta-feira (6), antes do início do jogo entre Sport e Palmeiras. Numa operação conjunta, 75 policiais civis e militares iniciaram uma fiscalização duas horas antes da partida começar. Todas os detidos foram levadas para a Delegacia da Mustardinha. Segundo o delegado Bruno Chacon, policiais civis à paisana foram os primeiros a chegar. “Por volta das 16h30, eles começaram a observar a atuação dos flanelinhas e depois o restante da equipe realizou a apreensão”, explicou, afirmando que os torcedores estavam sendo obrigados a pagar entre R$5 e R$10, no momento em que desciam dos carros. Na delegacia, os detidos receberam orientações e foram incentivados a se regularizar como guardadores de carros. “Eles precisam ser cadastrados no Ministério do Trabalho, não ter antecedentes criminais e, inclusive, se responsabilizar pelos pertences deixados nos veículos”, salientou Bruno Chacon, ressaltando que operações policiais continuarão sendo realizadas, nas próximas partidas em Pernambuco. Apesar de estar agindo de forma irregular e, inclusive, terem antecedentes criminais, como prisões por assalto e porte ilegal de arma, os detidos foram liberados, pois o crime é considerado de menor potencial ofensivo. Além disso, não foram registradas queixas de vítimas que tivessem sofrido agressões.