segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Regras de estacionamento ignoradas

Regras de estacionamento ignoradas/Na orla de Ponta Negra, motoristas não respeitam vagas reservadas para taxistas e deficientes
Desrespeito às vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais, às vagas reservadas a taxistas e aos locais onde é proibido estacionar. Essa é a situação do trânsito na praia mais badalada da capital potiguar: Ponta Negra. E quem pensa que fatos como esses ocorrem uma vez ou outra está enganado. As cenas podem ser vistas a qualquer hora do dia, independentemente de ser fim de semana, quando o tráfego na região é ainda maior.

Locais destinados a portadores de necessidades especiais são, por vezes, ocupados por carros de motoristas sem deficiência Foto: Eduardo Maia/DN/D.A Press
A situação está tão complicada para os taxistas que trabalham na praia que alguns já são favoráveis à implantação do rodízio de carros nos mesmos moldes em que é realizado em São Paulo - onde em cada dia da semana veículos de uma determinada numeração de placas ficam impedidos de circular. Esse é o caso de Ricardo de Azevedo, taxista há 20 anos. "Sou a favor porque a situação aqui na praia está insustentável", reclama.
O taxista garante que os flanelinhas são os principais responsáveis pelo caos no trânsito de Natal. "Em muitos lugares eles retiram as placas oficiais colocadas pela secretaria e chegam até a pintar a faixa amarela que proíbe estacionamento de branco para confundir a cabeça das pessoas e ficar com o espaço reservado para cobrar estacionamento de forma irregular", disse.
Apontado no local como um dos flanelinhas que atuam na praia, o artesão Paulo Vagner da Silva afirma só auxilia os proprietários dos veículos quando os verdadeiros flanelinhas não estão no local. "Apenas ajudo os motoristas a estacionar nos locais em que o estacionamento é permitido. O que ocorre, muitas vezes, é que os motoristas não respeitam as placas e estacionam em qualquer local, mesmo sendo proibido", garante. 
Embora Ponta Negra seja a praia mais visitada pelos turistas, a fiscalização aos veículos que infringem as regras é rara. "Essa questão é muito complicada. Eles passam de um lado para o outro, mas fazem de conta que não veem nada. Os motoristas já perceberam isso e param, inclusive, nas vagas destinadas aos deficientes físicos porque dizem que nãotêm como os guardas saberem se são ou não deficientes", declarou Paulo.
O militar João Figueiredo de Moreira Júnior costuma ir à praia frequentemente com amigos e familiares, mas disse que conseguir uma vaga para estacionar o carro está cada dia mais difícil, independentemente do dia da semana. "Hoje tive sorte de conseguir uma vaga fácil, mas nem sempre isso ocorre e tenho que dar várias voltas até encontrar um espaço. Agora o que não faço de maneira nenhuma é estacionar em locais proibidos", garante. fonte: Diário de Natal.

Diagnóstico mostra que flanelinhas têm renda mensal de até R$1.500

Secretaria de Assistência Social - SAS apresenta diagnóstico sobre flanelinhas. Leia a notícia completa no link da Prefeitura da Cidade de Juiz de Fora


Na manhã de ontem, 7, foi divulgado o diagnóstico sobre a situação dos flanelinhas de Juiz de Fora. O levantamento, feito pela Secretaria de Assistência Social, mostra que a renda mensal dos guardadores de veículos nas vias públicas pode chegar a R$ 1.500. Entretanto, a maioria dos entrevistados recebe um pouco mais de um salário mínimo. O estudo foi feito a pedido da comissão, formada por Polícia Militar, PJF, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Amac e Câmara,  criada para buscar uma solução para o problema da atuação dos guardadores na cidade.

De acordo com o diagnóstico, 45% dos entrevistados ganham, em média, entre R$ 200 e R$ 510. O percentual é quase o dobro representado pela parcela mais pobre, que corresponde a 23% do total e recebe nas ruas até R$ 200 por mês. Outros 20% estão na faixa dos R$ 500 a R$ 1 mil. Já uma pequena fatia do grupo, 3%, lucra até R$ 1.500. Além disso, 4% dos flanelinhas chegam a quase três salários mínimos.

Além do rendimento nas ruas, a pesquisa também verificou a renda familiar dos guardadores. Entre os que responderam, 39% disseram ganhar até um salário, enquanto 18% recebem entre R$ 510 e R$ 1 mil. E isso contando que a maioria, 55%, exerce outra atividade profissional, seja na construção civil, como vendedor ambulante ou como catador de materiais recicláveis.

Ainda segundo os números, 62% vivem acima da faixa de pobreza, o que significa que as famílias têm renda mensal superior a R$ 140 por pessoa. Por outro lado, 18% estão na faixa da extrema pobreza, quando o ganho total da família não ultrapassa R$ 70 por pessoa. Apesar de esse ser o critério para recebimento do benefício básico do Bolsa Família, 76% não contam com qualquer ajuda e só 13% têm auxílio do programa.

A pesquisa também ajudou a identificar o perfil dos flanelinhas na cidade. Dentre os entrevistados, 49% são jovens e possuem entre 19 e 30 anos. O estudo apontou que 91,6% são negros ou pardos, 49% são de Juiz de Fora, 95% são do sexo masculino, 65% não possuem ensino superior completo e 52% são solteiros.

O levantamento de dados foi realizado entre os dias 16 e 26 de setembro, por uma equipe formada por 29 profissionais.O grupo percorreu o Centro e os bairros São Mateus, Mariano Procópio, Manoel Honório, Morro da Glória, Granbery, Alto dos Passos, Jardim Glória, Francisco Bernardino e Benfica, em horários e dias alternados. A rota foi definida com foco nos principais pontos de concentração dos flanelinhas. A equipe detectou a atuação de 61 guardadores em 35 ruas de 14 bairros da cidade.

Ações futuras

O diagnóstico servirá de base para a comissão traçar soluções para a situação dos flanelinhas na cidade. A próxima reunião da comissão, desta vez para discutir propostas, será no dia 21 de outubro e deve contar também com a participação das secretarias de Saúde e de Educação, da Polícia Civil, do Ministério Público e do Ministério do Trabalho. Fonte: jfnotícias.com


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Seops flagra 16 flanelinhas irregulares no Setor Comercial Sul


Durante uma operação da Secretaria de Ordem Pública Social (Seops), deflagrada nesta quarta-feira (6/10), 16 flanelinhas irregulares ou não cadastrados do Setor Comercial Sul foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia (Setor Bancário). Eles assinaram um termo circunstanciado se comprometendo a comparecer caso sejam convocados, e liberados em seguida. 
Destes, um vendia CDs e DVDs piratas na região. Com ele, foram apreendidos 2.490 produtos falsificados. A ação contou com 35 agentes da secretaria e da Polícia Militar.
Denúncia
Para exercer a profissão de Guardador e Lavador de Veículos é preciso passar por curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) e utilizar crachá e colete de identificação.
Para denúncias de comércio ilegal e flanelinhas não-cadastrados, basta ligar para o 156 ou entrar em contato com a ouvidoria da Seops, pelo telefone (61) 3355-8322. Leia no Correio Brasiliense.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Projeto Cidade Segura do Setor de Industria e Abastecimento cadastra guardadores para curso de capacitação profisssional

Brasília-DF - Os guardadores e lavadores de carro do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) reuniram-se, na manhã desta quarta-feira (6/10), com representantes de vários órgãos do GDF. Na reunião, foram abordadas as questões relacionadas à regularização da profissão e distribuídas cartilhas com a lei que regulamenta a atividade. Mais de 50 guardadores participaram da reunião.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Sedest, a reunião definiu as etapas de cadastramento para os profissionais. Os flanelinhas deverão passar por um treinamento antes de receberem o colete e o crachá de identificação.
Durante o curso, serão ministradas aulas de lavagem de veículos, direitos do motorista e palestras sobre relações humanas no local de trabalho. Os candidatos receberão, ainda, orientações sobre responsabilidade social, cível, noções de trânsito, deveres dos guardadores e lavadores de carros e direitos dos proprietários de veículos. Como os índices de analfabetismo desses profissionais é alto, as aulas serão ministradas de forma que fique clara ao entendimento dos profissionais.
Os interessados devem fazer o registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e comparecer no Núcleo de Ações Integradas (NAI), em frente ao Conic, para o cadastramento no curso de capacitação.
Participam do Projeto "SIA, Cidade Segura" a Secretaria de Ordem Pública e Social (Seops), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) e a 8ª Delegacia de Polícia (SIA). Leia no Correio Brasiliense.

sábado, 2 de outubro de 2010

Guardadores cumpram com a sua obrigação nestas eleições

 Comparareçam às urnas para escolherem os nossos candidatos.

Novo estacionamento no Centro

Recife - O bairro de São José, no Centro, vai contar com um novo equipamento urbano que deve ajudar a suprir parte da carência por estacionamento no local. A partir do final deste ano, quem for ao comércio da área terá a opção de parar o veículo no estacionamento do Museu da Cidade do Recife. O terreno, que fica embaixo do Viaduto das Cinco Pontas, já era utilizado pelos motoristas informalmente com essa finalidade. Agora, ele está sendo requalificado e terá capacidade para até 130 automóveis, atendendo tanto clientes do comércio quanto visitantes e funcionários do museu. Para os condutores, a notícia alivia mas não resolve o problema da deficiência de vagas no bairro. Encontrar um lugar para colocar o carro nas áreas regulamentadas no Centro do Recife é um exercício de paciência para o motorista.

Área embaixo do Viaduto das Cinco Pontas era usada informalmente pelos motoristas. Vai aliviar, mas não resolve o problema atual Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
O gerente-administrativo Marcos Amorim, 33, gasta, em média, 20 minutos, todos os dias, na fila de espera dentro do estacionamento da Zona Azul, em frente ao Forte das Cinco Pontas, a poucos metros do que está sendo reformado pela prefeitura. "Pra conseguir estacionar tem que ter duas coisas: paciência e sorte. A gente tem um comércio forte desse mas que muitos desistem de vir porque não há onde parar", disse.
O estacionamento em frente ao museu é "administrado" pelos flanelinhas, que comercializam os talões da Zona Azul. "Trabalho aqui há 25 anos e isso sempre foi assim. Os clientes deixam a chave com a gente e, quando vem o guarda, saímos para dar uma volta com o carro e procurar outro lugar para parar", revelou o flanelinha Marcos Alves da Silva, 50, enquanto "organizava" a fila dupla de carros dentro da área. Nas ruas próximas, a situação é a mesma. Carros parados em pontos de táxi, sobre a calçada ou em locais proibidos denunciam que as ruas do Centro são uma terra sem lei quando o assunto é estacionamento.
A intenção da Prefeitura do Recife é que a requalificação do terreno do Museu da Cidade para a permanência de veículos resolva parte desse problema, ajudando a desafogar as ruas do bairro de São José. Cercado por tapumes, o terreno de 3,6 mil metros quadrados, que antes era tomado pelo mato desordenado e por poças de lama, está recebendo a demarcação das vagas, além de pavimento em cobograma e mudas de plantas em 20% da área. A entrada será pela Praça das Cinco Pontas e a saída, pela Avenida Sul. O controle dos veículos será feito por cancelas e o acesso, mediante pagamento cujo valor ainda não foi definido.
Fiscalização - De acordo com a Prefeitura do Recife, 30 agentes de trânsito fiscalizam as áreas de estacionamento rotativo Zona Azul. Nos bairros de Santo Antônio e São José há, respectivamente, cerca de 600 e 500 vagas de Zona Azul. Se somados as dos bairros do Recife e Boa Vista, são 2,7 mil. Ainda segundo a prefeitura, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), responsável pela fiscalização, notifica os veículos estacionados de forma irregular conforme as normas estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Fonte: Diário de Pernambuco. Fonte: Diário de Pernambuco.

Polícia Militar cadastra guardadores de carros em Taubaté

Desde o início do ano, 60 flanelinhas já foram registrados

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Os flanelinhas, como são chamados, contam com a ajuda dos motoristas para tirar o sustento das ruas. "Eles dão a quantia que eles querem. Se pagar, tudo bem. Se não pagar, tudo ótimo", disse um flanelinha.
A profissão não é regulamentada, mas como eles estão por todos os cantos, a Polícia Militar decidiu fazer um cadastro dos vigias de carros. Desde o início do ano, 60 flanelinhas já foram registrados. E a PM descobriu um dado preocupante: 80% deles tinham passagem por tráfico de drogas, furto ou roubo. 
“Geralmente a gente volta no local onde foi feito o cadastramento e as pessoas migraram pra outros lugares. E os que realmente estão querendo trabalhar ficam e ainda auxiliam a Polícia Militar com vistas ao pessoal que está tentando furto de veículo ou roubo de veículo", contou o Cabo Valdinei Alves Ferreira.
O trabalho é feito em áreas da região central, que ficam próximas a estabelecimentos como clínicas médicas e supermercados. Segundo a PM, desde que o cadastro começou, o número de furtos nesses locais caiu mais de 30%. A Polícia Militar alerta ainda que nenhum motorista é obrigado a dar dinheiro aos guardadores de carros.
"A partir do momento que o flanelinha está impondo um valor e exigindo uma quantia, essa pessoa deve acionar o 190 e a viatura vai no local, que a gente já tem uma situação de flagrante delito, um cometimento de um crime", explicou a Capitão Paula Hamad.
Carlos Henrique Barbosa diz que não cobra nada dos motoristas e conta apenas com o dinheiro de quem quiser colaborar. Ele espera que, com o cadastro, passe a ser visto com outros olhos pela sociedade. "Muita gente acha que a gente está tomando conta de carro e que a gente vai usar o dinheiro pra droga, essas coisas. Então não é bem isso, né? A gente usa o dinheiro pro dia a dia da gente".
Quem anda pelas ruas de Taubaté também aprova o registro dos flanelinhas. "É uma segurança a mais também, porque a gente não sabe, às vezes não conhece a pessoa. Agora, a pessoa já cadastrada, a gente fica mais seguro até em deixar eles olharem o carro", falou um morador da cidade.
A prefeitura de Taubaté informou que estuda um projeto para regulamentar a profissão dos flanelinhas na cidade, mas ainda não existe uma previsão de quando essa proposta será finalizada. Fonte: VNEWS.